Realizou-se, no sábado passado, dia 9, na Casa da Cultura da Lixa, a apresentação pública da coletiva de artes plásticas “Representações no feminino de paradigmas felgueirenses”, sob o tema da Mulher e Mãe, ou simplesmente Mulher, patente naquele espaço até 15 de junho, na qual estão patentes obras de quatro artistas mulheres do concelho de Felgueiras: Emília Vasconcelos, Dulce de Macedo, Inês Mendes e Marina Leão.
O objetivo foi evidenciar figuras femininas individuais ou coletivas de Felgueiras.
O Berço das Artes da Lixa abrilhantou o evento, ao cantar duas canções alusivas à Mãe e ao acompanhar musicalmente cada uma das artistas na leitura de poemas alusivos, perante uma boa moldura humana.
Emília de Vasconcelos apresentou a sua coleção de quadros “Mulheres com história”. Lembrou os preconceitos da sociedade da sua juventude: “havia muitos obstáculos em relação à mulher.
Por exemplo, não imaginam o escândalo que foi eu ter entrado no Café Jardim e comprado o jornal.
Não eram coisas próprias para mulheres”. Dulce de Macedo, entre os seus quadros expostos, homenageou Guilhermina Mendonça, a “Menina de Rande”, uma jovem de família abastada que faleceu em 1912 e que, ainda hoje, é venerada pelo povo como santa. Dulce de Macedo afirmou: “Estas iniciativas são importantes para mostrarmos os nossos trabalhos, mas também para estabelecermos laços de convívio com as pessoas”.
A jovem Inês Mendes, vocacionada para a escultura, destacou a sua mais recente obra, “Cuidar”, tendo também evidenciado a escultura “Volvida”, retrato da mulher no seu dia a dia.
E concluiu com uma emocionada homenagem à sua avó Rosa Coelho, já falecida, que legou os versos que ali leu. Marina Leão, de entre os seus diversos trabalhos, um deles surge em homenagem às bordadeiras da Lixa, inspirado num poema de C. Quintela Teixeira, já falecido.
Marina afirma haver diferença de estilos nos seus trabalhos ali expostos, fruto da sua evolução ao longo dos anos, destacando a sua marca autoral, ML.